Quinta-feira, Novembro 08, 2007

Desabafo

Achei que eu ficaria uns meses sem escrever, tanto por falta de tempo como por ter perdido o entusiasmo com o blog, mas quando tem alguma coisa me incomodando me dá vontade de escrever, então aqui estou eu de novo. Acho que isso não quer dizer que eu esteja reativando o blog, só que me deu vontade de escrever, pois faz tempo que não escrevo. Nos últimos tempos, em vez de escrever aqui, tenho contado as minhas coisas para a minha terapeuta, risos. Mas assim como tem coisa que digo pra ela e não digo aqui, tem coisa que eu não digo pra ela e dá vontade de desabafar. E tem coisas que eu gosto de contar mas que eu não diria para ela, por exemplo detalhes de certas aventuras, fodas, fantasias, coisas que eu na certa não iria dizer pra ela.

Nem sei por onde começar. Muita coisa pra dizer, já estou vendo que este vai ser um post enorme. Primeiro de tudo, a net acabou de cair, acho que nem vou conseguir postar isso! Mas vou escrevendo no word e esperando ela voltar a funcionar. Acho que o jeito de começar este post é contando que eu estou bem, fiquei tanto tempo sem escrever que teve gente que até chegou a pensar que eu talvez tivesse morrido, risos, nossa, mas eu estou bem. As coisas podiam estar melhores, contudo. Espiritualmente eu estou mais ou menos. Meu relacionamento também está mais ou menos. Mas as coisas estão sob controle. Estou fazendo terapia, e isso tem sido bom, estou reaprendendo a controlar um problema que eu já tinha superado no passado, mas, surprise surprise, a vida dá voltas, a gente tem recaídas, o importante é reconhecer isso e ter humildade o suficiente para procurar ajuda. Mencionei um tempo atrás que eu estava deprimido, mas meu problema não é depressão, é outro, mas não vou entrar em detalhes aqui.

Há várias razões por que o meu relacionamento está mais ou menos. Uma delas é a razão pela qual estou fazendo terapia. É difícil para alguém conviver comigo no momento, a pessoa tem que ter muita paciência, entender e respeitar meus limites, e também não dar corda para certas coisas que agravam meu problema. O Paulo tem sido um companheiro maravilhoso quanto a isso, eu não sei como ele me aguenta às vezes, risos. Faz parecer que não há problema algum, e realmente desta forma é como se não houvesse mesmo problema algum. Mas eu sei que às vezes deve ser estressante.

Outra razão por que meu relacionamento está mais ou menos é porque fui sincero demais quanto a uma coisa. Confundi honestidade com sinceridade. É possível ser honesto sem ser absolutamente sincero quanto a tudo, mas eu achei que para ser honesto eu tinha que ser sincero. Se eu pudesse voltar atras, eu não teria abrido a boca! Não vou deixar isso aqui no mistério, eu digo aqui o que foi que eu disse para ele que eu não deveria ter dito.

Uns meses atrás eu comecei a perceber o que eu já devia ter percebido sobre mim, mas que eu não tinha certeza. Engraçado é que alguém tinha me dito isso sobre mim, e eu ri e disse “nããão”. E no fim ele estava certo. Eu sou bissexual. No momento atual da minha vida, esta parece ser a explicação que faz mais sentido. Não cheguei à esta conclusão de uma hora para outra, mas depois de pensar muito, depois de sentir coisas diferentes. Engraçado é que eu tinha certeza que eu era gay e somente gay, e o que não se enquadrava nessa definição era reminicência do meu passado hetero.

Sabe, depois que descobri a minha homossexualidade eu comecei a vivê-la tão intensamente que meus olhos se fecharam para as mulheres. E quando eu pensava em mulher, eu só pensava na Sílvia. Me parecia que o que eu sentia era só saudades e um vestígio daquele amor. Mas aí eu notei que não era só ela, mas outras mulheres me interessam também.

Ah, hehe, nisso eu poderia contar um episódio no mínimo engraçado. Tempos atrás minha amiga lez estava tendo problemas com os pais e eles não estavam deixando ela sair de casa com a namorada ou outras meninas, então eu estava fazendo o favor de ir buscar ela e depois disso ela se encontrava com a namorada. Ela sempre agradecia e dizia que estava me devendo, então pedi pra ela me retribuir o favor, e ela saiu comigo e meus amigos heteros e fingimos ficar. Não fiz isso para me passar por hetero, o problema é que eles não sabem de mim e sempre tem alguém tentando me empurrar uma menina e me enchem o saco quando não fico com ninguém, então levei ela junto pra eles não tentarem me fazer ficar com ninguém. Não tenho orgulho disso e não conto sobre isso para os meus amigos gays porque eu sei bem como reagiriam (as críticas, as pedras, os olhares recriminadores), mas estou contando aqui, porque creio que quem lê meu blog talvez entenda. Talvez não aprove, mas entenda.

Mas continuando. A gente fingiu ficar, demos uns beijinhos. A maior farsa do mundo, visto que ela é lésbica e não estávamos realmente interessados um no outro daquela maneira. Contudo, nessa brincadeira de fingir, beijar e abraçar, rindo solto e nos divertindo, alguma coisa foi um pouco melhor do que o esperado, algum abraço “inocente” foi menos inocente ao sentir os seios dela pressionados de encontro ao meu peito. Quero dizer, para mim foi menos inocente do que foi para ela. Eu acabei ficando excitado com aquilo tudo. E meio intrigado também. Morri de vergonha quando uma hora sem querer ela acabou notando (ela acabou “encostando” e notou, risos), mas felizmente ela nem pensou que aquilo tivesse alguma coisa a ver com ela, ela achou que eu estivesse entusiasmado com algum cara que eu tivesse visto lá!

Ao refletir sobre isso mais tarde, percebi que ficar com ela tinha sido um erro, pois eu gosto dela como amiga, e eu não gostaria de estragar a nossa amizade de maneira alguma, felizmente ela não percebeu, pois se tivesse notado que aquilo era por causa dela, tudo teria mudado. Para deixar bem claro, eu não estou a fim dela. O que tinha me excitado era o toque, o corpo feminino, podia ter sido qualquer garota em vez dela.

Aos poucos comecei a notar que eu ainda me sinto sexualmente atraído por mulheres. Sempre que eu pensava nisso era contudo com uma certa incredulidade. Por exemplo, ao assistir uma cena de sexo entre um homem e uma mulher, eu ficava excitado, mas fica difícil saber numa situação dessas pois mesmo olhando para a mulher eu estaria olhando para o homem também (não tem como ligar uma coisa e desligar outra).

Mas como tirar a prova, para saber mesmo? Basta ter vivido a maior parte da minha vida como hetero? Basta sentir atração por mulheres em certas ocasiões? Ou teria que trepar com uma e tirar a prova? É claro que não vou transar com uma mulher porque eu estou namorando! O melhor teste que fiz pra saber foi assistir sozinho um filmezinho pornô que emprestei de um amigo hetero, no qual só haviam mulheres. E para a decepção de alguns de vocês, o test drive foi muito bem sucedido. Ir além disso e transar com alguma garota é uma coisa que eu não posso fazer. Mas eu sei o que eu sinto. E eu me sinto atraído por homens e mulheres. Para ser sincero, seria mais fácil ser uma coisa ou outra, em vez de estar no meio, entre uma coisa e outra. Pois as pessoas nas extremidades opostas geralmente não aceitam quem está no meio.

E eu achei que seria honesto da minha parte contar para o Paulo isso sobre mim, a conclusão à qual eu tinha chegado, crente que ele entenderia que isso não muda em nada o que eu sinto por ele e que não faz a menor diferença. Mas ele não aceitou muito bem. Ele ficou achando que talvez eu tenha alguma razão para contar isso assim de repente, algo que eu não tenha dito. Ele ficou chateado e desconfiado, e está ciumento como eu nunca vi antes.

Pior é que nos últimos tempos eu estava tentando resgatar minha amizade com a Sílvia e sentindo ciúmes por causa do namorado dela. Eu estava seguindo o conselho de um amigo meu, que disse que eu devia tentar fazer amizade com o namorado dela e assim se eu sentisse alguma amizade por ele, eu não o detestaria tanto por ter me substituído. Tá... Eu andava vendo eles volta e meia. E acho que sou meio transparente, acho que o Paulo percebeu os meus ciumezinhos (leia-se ego ferido) e depois de eu sair do armário para ele como bi, ele liga uma coisa à outra, embora não tenha nada a ver.

Volta e meia ele diz alguma coisa que de leve se refere indiretamente à minha bissexualidade, ou faz algum comentário mais direto. Parece que ele está ferido e quer me ferir. Eu gostaria de poder voltar atrás e nunca ter dito nada.

Ultimamente parece que está tudo meio errado, que há uma certa distância entre a gente. A gente nem tem transado com a mesma frequencia de antes. Às vezes parece que é falta de oportunidade, por causa de trabalho, compromissos, cansaço, etc, e de repente quando percebo o tempo passou tão rápido e ficamos duas semanas sem transar, apesar de termos nos visto várias vezes. Não sei por quanto tempo ele ainda vai continuar tendo dificuldade para aceitar. Minha terapeuta disse que se eu estivesse pronto para sair do armário e apresentasse ele aos meus pais como namorado, tudo melhoraria. Ele está se sentindo inseguro e eu estar no armário só piora isso: ele pode pensar que para mim fosse mais “conveniente” estar com uma garota do que com um homem, eu não teria que me preocupar com o que os outros pensam e em ser aceito.

Eu estou com ele poque eu o amo. Eu não o trocaria por uma garota por ser mais conveniente. Eu só o trocaria por outra pessoa se estivesse apaixonado por outra pessoa, e sendo assim, não faz a menor diferença o sexo da pessoa, não há razão para ter mais ciúmes por causa de uma mulher do que por causa de um homem. As changes de eu o trair ou de o trocar por outra pessoa não mudaram em nada, nada mudou. É tudo na cabeça dele.

Entendem o que eu digo, a diferença entre ser honesto e ser sincero? Ser honesto é amar e ser fiel ao parceiro. Ser sincero é falar abertamente sobre certas coisas. É possível ser completamente honesto sem ser sincero demais. Sinceridade demais às vezes estraga as coisas.

Eu queria que o Paulo não pensasse em coisas como eu ficando com alguma mulher, queria que ele soubesse que isso é muito improvável, mas com as coisas que acontecem ao nosso redor fica difícil não acreditar que qualquer coisa é possível, quando nosso amigo loirinho passivíssimo até a morte está namorando com uma menina! Sim! E ele sim, é gay mesmo, mas namorando com aquela mesma menina com quem ele ficou naquela noite em que ele teve uma crise (já contei sobre isso aqui tempos atrás). O caso dele é um caso perdido mesmo, pois ele está apaixonado pela menina, mas ele sexualmente só gosta de homem mesmo, e só gosta de dar, então, como é que tá indo esse namoro e como é que ele tá transando com ela, isso eu não sei. Ele anda bem sumido do mundo gay, mas é isso que ele queria mesmo, contudo acho que isso é uma fase e isso passa. Uma coisa que sabemos (e MUITO bem) é que o loirinho está subindo pelas paredes de vontade de dar, risos! Tenho que explicar melhor isso.

Encontramos ele numa boate tempos atrás antes de sabermos que ele tava namorando a menina. O loirinho estava tão sumido que foi uma surpresa encontrar ele lá, falando com o Paulo (pois o Paulo chegou antes que eu). Quando eu cheguei ele (o loirinho) me deu um beijinho e sumiu. Mas volta e meia víamos ele. Ele estava num ritmo alucinado, tenho certeza que devia ter tomado alguma coisa. E estava se jogando na pista, e volta e meia passava pela gente, se esfregava descaradamente no Paulo. Caía em cima dele “acidentalmente”, vinha dar selinho em mim. Eu já estava começando a ficar de cara com ele, se jogando no meu namorado na minha frente, e o Paulo também parecia que não estava gostando muito, e tentava ignorá-lo. E disse que antes de eu chegar ele tinha dado em cima dele várias vezes.

Uma hora o Paulo disse para ele parar de provocar, e o loirinho disse que não estava provocando, mas não demorou muito e veio se encostar de novo. Nessa hora o Paulo segurou ele pelo braço e apertou ele contra o balcão (segurando ele por trás) dizendo “é isso que você quer, é?”, e eu quase engasguei com a cerveja que eu tava tomando. Aquilo me pegou de surpresa, e num segundo vieram coisas à mente, pensei neles juntos (eles costumavam ficar, antes de eu conhecer o Paulo), o sorriso do loirinho era tão sensual e era tão óbvio que ele tava morrendo de vontade de dar pro Paulo, e o Paulo apertando ele por trás daquele jeito, não parecia que era só pra fazer o loirinho parar, parecia que ele queria. Ele olhou para mim e largou o loirinho, deu um passo pra trás, e olhou para mim como se tivesse que se explicar. E o loirinho tinha se virado e sorria um sorriso delicioso. O mundo parou por um momento enquanto eu olhava para eles.

O que se passou em seguida foram eventos decorridos em consequência de uma pausa cerebral, durante a qual as funções mentais e físicas foram controladas somente pelo pinto.

Aquilo, para a minha surpresa, me deixou com muito tesão.

Cheguei mais perto e beijei o loirinho.

Na boca. Beijo de língua.

Na frente do Paulo.

Por um momento o Paulo olhou pra gente completamente passado e sem palavras. Então eu beijei o Paulo. Sorri. Peguei o loirinho pela mão. Beijei ele. Foi um momento daqueles, de alto tesão, de parecer que dá pra ouvir o coração batendo alto, um momento em que ninguém diz nada mas que as intenções estão bem claras.

Eu nunca terminei a minha cerveja. Meu copo ficou lá na boate, e nós três terminamos a noite na minha cama.

De manhã o loirinho contou sobre a namorada e o problema dele, que ele gosta dela mas que ele sente falta de transar com homens, que está sendo difícil controlar isso, mas que ele não quer terminar com ela.

Eu não sei o que vai acontecer com o loirinho. O namoro dele na certa que não vai acabar bem, e na certa seria melhor se acabasse mesmo e ele pudesse viver uma vida normal novamente.

E o meu namoro, eu não sei. Se necessário, tentaria uma terapia de casal, mas espero que ele consiga passar por cima disso. Eu o amo. Ele sabe disso. Mas ele está inseguro e é como se eu tivesse machucado ele com a minha revelação. Se ele apenas entendesse que nada mudou.

Eu sou tão idiota.

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Sexta-feira, Outubro 19, 2007

Tempo

Faz muito tempo que não escrevo, mas estou bem, acho melhor dar notícias, do contrário as pessoas ficam preocupadas. Meu blog está temporariamente desativado. Além da falta de interesse e de vontade de postar, eu não tenho tido tempo. Além da vida profissional, estou cheio de atividades, tenho me mantido ocupado. Não me faz bem passar tempo em casa e na frente do computador. E eu passava tempo demais na net.

Não vou abandonar o blog, mas vou ficar bastante tempo sem postar. Não tenho visitado blogs ultimamente, me afastei bastante da net, mas vou tentar dar uma passada por aí às vezes.

Beijão.

Terça-feira, Junho 26, 2007

Vários pensamentos e duas letras

Estou sumido, eu sei e me desculpem por isso. Estou sem tempo e sem ânimo para a internet. Mas eu estou bem. As coisas andam melhores. Não estou com a menor vontade de escrever, não me dá vontade de passar aqui no blog. Então vou postar o que eu escrevi ANTES do post anterior, mas que por problemas internetais não tinha conseguido postar, então salvei e esqueci. Só de reler o comecinho vi que quando eu escrevi esse post eu estava num estado de espírito bem diferente... Aqui vai.


Estou com muita vontade de escrever, mas não sei por onde começar. Geralmente sou muito bom na hora de começar um post, mas desta vez eu estou com um turbilhão de pensamentos e não sei como os colocar aqui de maneira conexa. Estou tendo dificuldade para me expressar. Então em vez de ficar pensando muito, vou jogar meus pensamentos aqui de qualquer jeito, sem preocupação ou ordem alguma.

Eu não gosto do hábito que alguns gays tem de se referirem a si mesmo no feminino. Tenho amigos que fazem isso. Eu não aguento isso. Dói nos meus ouvidos. Fico de saco cheio, isso me perturba, enche mesmo. Se alguém quiser me deixar de mau humor é só chegar para mim numa balada e me chamar de querida e me dizer que estou fabulosa. Eu me ofendo, fico brabo mesmo, dou uma cortada e vou procurar alguém mais interessante com quem conversar. Quem me conhece não se arrisca mais a fazer isso.

Não comecei este post com o objetivo de reclamar das coisas, mas agora deu vontade de falar sobre outra coisa. Tenho uma amiga lésbica que está tendo problemas com os pais porque recentemente eles descobriram que ela está namorando uma menina. Eles não estão deixando ela sair de casa com a garota ou outras meninas. Mas se eu apareço lá para buscar, eles deixam ela sair de casa comigo (porque eu sou homem). Primeiro, que direito eles tem de querer controlar assim a vida de uma mulher adulta de 23 anos? Segundo, com essa idade, por que ela não impõe sua vontade? Terceiro, será que eles acham mesmo que se ela sair comigo ela não vai ficar com nenhuma menina? Quarto, será que eles acham mesmo que podem mudar a sexualidade dela com essas restrições, ou será que eles estão escolhendo tapar o sol com a peneira?

Às vezes quando estou no apartamento do meu namorado, eu me sinto como se eu estivesse de férias. Quando estou aqui no meu apartamento é diferente, sempre tenho alguma coisa pra fazer.

Eu queria que eu e o meu irmão fôssemos mais próximos. O que eu queria mesmo é que eu pudesse mudar o passado. Eu queria que tivéssemos crescido juntos. Eu não queria ter passado por momentos em que eu me sentia culpado por nosso pai ter divorciado a mãe dele, mas se isso não tivesse acontecido, eu não existiria. Foi difícil para mim quando eu era criança e comecei a entender essas coisas. E quando eu era criança ele já era adolescente, e ele não gostava muito de mim.

Nossa, eu estava tão positivo quando comecei a escrever! Vendo assim, escrever me fez mal! Melhor falar de coisas mais alegres.

Agora não sei o que escrever!

Pausa...

Este é o melhor relacionamento no qual eu já estive. Os anteriores foram diferentes. Peralá, peralá, risos. Todo mundo que está apaixonado diz que este é o melhor relacionamento, o amor mais intenso, o mais verdadeiro, nunca estive assim tão apaixonado. Mas acho que todas as pessoas, quando estão apaixonadas, sentem que desta vez este é o grande amor. Isso é um sintoma do amor. Na certa já me senti da mesma forma com alguma ex, mas quando tento lembrar, acho que nunca estive tão apaixonado quanto agora. Posso até sentir tesão por outros caras, ter vontade de trepar com outros caras, mas meu coração bate só por ele e não há mais ninguém com quem eu gostaria de dividir a minha vida, ele é o único.

Detonei um pacote de balas. Acho que o açúcar me subiu à cabeça! E mais o café, tudo isso junto me deixou num estado tão high, como se eu tivesse cheirado! Risos! Desta vez estou falando de bala mesmo, doces, viu, e não de substâncias ilícitas. Melhor deixar claro, por via das dúvidas. Tá certo que eu botei um pouquinho de licor de cacau e conhaque no café, mas foi bem pouquinho só para dar um gosto especial e deixar mais interessante.

Recentemente numa conversa eu disse a um amigo que sou muito cuidadoso com o meu posterior. Estávamos falando de sexo anal, ky e outras coisas. Eu não usei a palavra “posterior”. Eu disse cuzinho. Ele ficou pasmado ao ouvir isso e disse que nunca me imaginou falando a palavra cuzinho. Ri tanto! Eu nem pensei que pudesse ser uma palavra “feia”. E ainda mais assim no diminutivo, que deixa a coisa toda tão meiguinha. Cu não é nem palavrão. Como que uma palavrinha com apenas duas letras poderia ser um palavrão? Risos! Acho que passo uma imagem de santinho. Se o meu amigo ficou surpreso quando eu disse “cuzinho”, imagina como ele ficaria pasmo se ele soubesse as coisas que eu digo na cama! Hauhauhauhauhau!!!

Pronto, agora já sei que título dar a este post. Risos!

Bom, vou ter que parar por aqui. Agora tenho que sair e ir comprar uma coisa.

Domingo, Junho 03, 2007

Fases

Faz tempo que não escrevo, mas sempre tem tanto o que fazer. Disso não se deve reclamar; muito pior seria o tédio de não ter o que fazer.

Tenho uma coisa para dizer.

Às vezes as pessoas ficam deprimidas e acham que a vida seria bem melhor se elas estivessem namorando, se tivessem dinheiro, se tivessem casa própria, se pudessem viajar, se tivessem mais saúde, se fossem mais bonitos, se tivessem mais amigos, etc. As pessoas sentem inveja de quem tem todas essas coisas. Sentem inveja de quem é lindo e tem namorado e tem amigos, dinheiro, celular caro, roupas caras... E acham, que se elas tivessem tudo isso, seriam felizes. Ou que se tivessem ao menos uma ou algumas dessas coisas, seriam mais felizes.

Ilusão.

Às vezes você pode ter tudo isso, e se sentir deprimido. Depressão não depende do que ou de quem você tem. Você pode ter tudo, e até mesmo o grande amor da sua vida. E mesmo assim, você sofre de depressão. Não há coisa pior do que depressão. Alguns distúrbios psíquicos são assim, infernais, e não tem aviso, quando eles batem, eles batem, e batem forte. Alguns transtornos psicológicos podem causar depressão mesmo que a pessoa tenha tudo que alguém possa querer para ser feliz. Mesmo assim! Você pode até achar que já superou isso, que isso foi há muito tempo atrás, que você está muito bem. Mesmo assim! Tem coisa que vem e volta. Coisa que se supera, mas que depois te supera. Tem dias que a pessoa sente que não tem forças pra viver. Que o mundo é cruel. Que tudo que acontece machuca. Que as menores coisas machucam demais. Não dá vontade de ver ninguém, não dá vontade de escrever, de sair, de fazer nada. Que não há forças, não há vontade de continuar. Que talvez morrer não seja tão mal, que viver é muito mais difícil. Pensamentos que vêm e voltam.

Pelo menos há a certeza de já ter superado tais momentos no passado, e que entre os momentos mais difíceis, também há a parte boa, muito boa. Que há tempos ruins, mas eles são impermanentes. A felicidade não é inaltingível.

Depressão não depende do que se tem, do que se é, de quem temos. É biológico. É psicológico. É duro demais. Mas como tudo no mundo, é impermanente. Passa.

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Domingo, Maio 20, 2007

Curta curtíssima

Aspargos não me fazem bem. Eles deixam meu peido com um cheiro esquisito.


ps: tô sumidíssimo, eu sei. Prometo escrever em breve, e sóbrio. ;-)

Terça-feira, Maio 08, 2007

Feriado, ou seja, o dia anterior ao dia seguinte

Ultimamente eu andava saindo quase que só com amigos gays e indo para as baladas gays e estava deixando meus amigos heteros de lado. Que besteira isso! Acho que quando me descobri gay eu esqueci do resto do mundo, só queria saber de homem e de homens que gostam de homens. E já que adoro um fervo e me jogar nas baladas e dançar até não poder mais, por um tempo não queria fazer outra coisa. Meus amigos dos tempos antigos me chamavam de sumido. Bom, semana passada resolvi fazer diferente e escolhi a companhia deles. E depois dessa, quero passar mais tempo com eles. Eu tinha me esquecido como a gente se divertia!

Fui bem cedo de tarde no feriado para o apartamento de um e fui um dos primeiros a chegar. Eu mal sabia o que me aguardava. Eu estava chegando lá, em frente ao prédio, quando ouvi um SPLACH atrás de mim, algo caindo e que quase me acertou. Olhei para trás e vi que tinha sido um balão de água. Daí em seguida fiz uma coisa muito idiota: ao invés de sair rápido dali e entrar no prédio, eu olhei para cima. E foi então que fui atingido por um segundo balão de água. Reconheci as risadas, eram eles, na sacada e morrendo de rir. Cheguei no apartamento ensopado e fui atingido por mais um balão assim que abriram a porta. Vi que eu não tinha sido a primeira vítima. Depois daquilo, fiquei com eles na sacada esperando os outros chegarem e jogamos balões de água neles. Não demorou muito e logo o porteiro ligou pro dono do apartamento e pedindo para a gente parar de fazer aquilo, mas a advertência não teve nenhum efeito... E não jogamos água só nos meninos, mas nas meninas também. O J. dono do apartamento tinha secadora, felizmente, assim deu pra gente ao menos secar nossas calças lá. Minha camisa não ficou molhada por causa do casaco, mas a calça ficou ensopada. Fiquei de camisa e cueca, assim como a maioria, zoando e bebendo.

Ficamos o tempo todo no apartamento. Comida e bebida era o que não faltava, e como os pais do J. estavam viajando fizemos a maior festa. Mais reclamação do porteiro por causa da música, mas era de se esperar. Muita brincadeira, muita palhaçada, muita bagunça. E como eu tinha chegado muito cedo e começado a beber desde cedo, eu tive muito tempo para beber e continuei bebendo sem prestar atenção nisso. Muito mais tarde à noite eu acabei apagando. Mas antes disso vomitei um monte. Enquanto isso a festa continuou. Não fui o único a passar mal, pelo menos.

Acordei escostado num canto da sala, com latinhas de cerveja empilhadas sobre mim (depois me contaram que uma das pilhas de latas tinha quase um metro de altura!). Quando me mexi levei um susto com todas as latinhas caindo, e não só latinhas como outros objetos também, e um copo cheio de coca-cola. Levantei para ir ao banheiro e vi outro dormindo no sofá, com a cara toda pintada. Em seguida me olhei no espelho e vi que tinham escrito na minha testa e desenhado um cavanhaque e bigode estilo Salvador Dali, com canetinha preta. Eu tinha que estar no trabalho em menos de duas horas. Mas não consegui remover a tinta da canetinha do meu rosto, estava com dor de cabeça e mal estar, e na certa meu hálito devia estar fedendo depois da bebedeira. Ainda pensei em tentar ir pro trabalho se ao menos conseguisse limpar o rosto, mas não saía nem com sabonete, nem com o removedor de maquiagem da mãe do J., e nem mesmo com um produto para remover esmalte! E no meu trabalho aparência é uma coisa importante, tenho que estar apresentável, e acho que um rato saído do esgoto estaria mais apresentável do que eu, hauhauhauhau!! Tive que fazer uma coisa muito irresponsável e ligar pro trabalho dizendo que estava doente.

Contudo, valeu a pena. Fazia tempo que eu não me divertia tanto. Sabe quando você bebe tanta cerveja e ri tanto que você quase mija nas calças? Pois assim foi a nossa noite.

Mudando de assunto, eu ando meio sumido mas não tenho tido muito tempo. Também não entro no msn há muito tempo, nem lembro quando foi a última vez. Vou tentar escrever no final de semana! O problema é que quando estou muito sem tempo durante a semana, quando chega o findi eu tenho um monte de coisas que eu quero fazer, além das coisas que tenho que fazer. Desculpem pelo sumiço, mas saibam que não esqueci de vocês!

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Sábado, Abril 28, 2007

Curtas

Hahahaha... Pelo nome do post vocês podem ver que minha idéia é escrever algumas “curtas”, mas quem me conhece deve saber que desafio que isso vai ser!


Curta número 1

Esta semana fiz uma visita à alguém que não via há vários anos e contei para ela que rompi com a Sílvia e que sou gay. Mas não foi como “sair do armário” - se entre nós houvesse uma amizade com a qual eu tivesse que me preocupar e necessidade de aceitação, seria, mas não é o caso, e também não preciso ter medo de outros ficarem sabendo, pois há confidencialidade. No fim falamos tanto sobre o assunto (a descoberta da minha homossexualidade e tudo relacionado a isso) e por tanto tempo, que não deu para falar sobre a verdadeira razão da minha visita e sobre a qual eu precisava falar (e que não tinha absolutamente nada a ver com isso) e tivemos que deixar para a próxima vez. Saindo de lá, acabei sentindo um alívio por não ter tido tempo para falar daquilo. E agora pensando bem, acho que não preciso ir lá de novo, deixe quieto.


Curta número 2, meu pai

Meu pai acorda todo dia às 5:30 da manhã, dirige até um bosque, deixa o carro no estacionamento e corre por 30 minutos. Ele tem feito isso todo dia por mais de 30 anos, segundo ele. Chova ou faça sol! Eu lembro quando eu morava com a minha família, como ele ficava desapontado e mau-humorado quando por algum motivo não podia ir. Ontem não saí de noite, então resolvi acordar hoje bem cedo e fazer uma surpresa para ele. Quando ele chegar no bosque eu vou estar lá para correr com ele! Agora são 5:10 da manhã de sábado. Ainda tenho tempo de escrever um pouco antes de sair. Risos!


Espartanos

Preciso comentar aqui sobre algo que estou lendo, um conto chamado Espartanos, da autoria do nosso amigo FOXX. Uma vez passei lá por curiosidade, li a parte mais recente, adorei, e li desde o começo. Fui completamente cativado, seduzido pela maneira incrível dele escrever, e agora leio sempre! O enredo é interessante e a maneira como ele conta a estória é ainda mais interessante. É como se fosse um quebra-cabeças e cada parte que leio é um pedacinho que se encaixa a outro, e vai formando uma imagem, uma história. Fica cada vez mais interessante, os personagens vão ganhando mais dimensão, vão cativando o leitor, e a gente fica com aquela vontade de saber o que vai acontecer. E um dos aspectos mais interessantes é a maneira como FOXX consegue situar o conto na época, ilustrando a vida e costumes da época. Dá para ver que ele tem muito conhecimento sobre o assunto. Aqui vai o link para quem tiver curiosidade. Recomendo que leiam do início! Vale a pena! Estou esperando ansiosamente pelo próximo capítulo.


Saúde

Contei que o Paulo parou de fumar? Faz tempo que ele não fuma. E tem feito natação. Ele tem me inspirado, fiquei com vontade de levar uma vida mais ativa e tenho ido à academia. Eu não estou precisando perder peso nem quero ficar todo musculoso, mas a sensação que dá depois de ter malhado é muito boa. Entendo por que algumas pessoas viciam nisso, pois a sensação de bem estar é mesmo muito real. E dormir super bem a noite toda, então. Estou ansioso olhando pro relógio e esperando a hora de sair de casa para correr no bosque. Melhor me agasalhar bem.


Amiga

Uma das minhas melhores amigas está sofrendo e estou tentando dar apoio. Esta semana conversamos tanto. Está tendo problemas com o namorado. Espero que as coisas se acertem!


Peter

Onde está você?


Ordinários e Nada Ordinários

Flertar na net é mau. Que é gostoso é, mas não é certo nem justo quando uma das partes é comprometida. Ordinário sou eu. Que novela essa troca de comentários em 3 blogs e vários posts. E vocês dois na maior fofoca no msn, não vou fingir que não sei, pois é óbvio. Melhor eu tirar meu time de campo. Risos.


Agora tenho que sair senão acabo me atrasando!
Abraços!


UPDATE
Foi muito legal correr. Adivinha se ele não ficou surpreso ao me ver! Valeu a pena! Só que acabei respirando pela boca enquanto corria e a garganta ficou meio irritada. Resolvi correr só 20 minutos e o resto eu caminhei mesmo. Está muito nublado, muito cinza. Não aguento esse clima, quero sol! Nada melhor do que tomar um banho quente (pela segunda vez no mesmo dia, pois tomei um ao acordar), fazer café, e ficar bem à vontade. Não sei o que vou fazer em seguida. Estou tentando me decidir entre arrumar o armário da cozinha (achei flocos de aveia em uma das prateleiras) ou então ir dormir. O que mais posso fazer sozinho e sem querer ir lá fora?

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